A produção brasileira de commodities – produtos básicos cotados internacionalmente – para exportação gera impactos negativos ao meio ambiente ao usar de forma intensiva diversos recursos naturais.
É o que aponta uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
“Na produção de cana-de-açúcar, de soja, há uma grande utilização de parcelas do solo que pode ter impactos como o deslocamento de populações rurais, redução de terra para produção de alimentos, uso intenso de agrotóxicos que contaminam o solo e em consequência contaminam a água”, explicou o pesquisador e um dos autores do estudo Jorge Hargrave.
Ele disse ainda que falta no Brasil uma cultura que leve em conta as questões relativas ao meio ambiente na gestão pública. Para os gestores, as questões ambientais são vistas como um entrave ao desenvolvimento.
Hargrave disse ainda que há soluções que agregam a manutenção da produção e a redução de impacto para o meio ambiente. Ele citou, como exemplo, a produção de alimentos orgânicos que tem baixo impacto ambiental.
“É possível continuar produzindo soja sendo uma parte com agrotóxico e outra sem agrotóxico, por exemplo. Pode-se ter uma produção tão grande quanto há hoje em bases sustentáveis. É uma questão de regular o mercado dizendo que tipo de produção se que ter”, analisou.
O estudo faz parte de uma série de análises cujo tema é Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/
Este blog tem por finalidade compartilhar informações ambientais, sociais, culturais e de interesse público, tudo que vise um futuro melhor e mais sustentável pois “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só.Sonho que se sonha junto é realidade.” (Raul Seixas)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
AOS EDUCADORES E EDUCADORAS AMBIENTAIS: proposta do novo Plano Nacional de Educação – PNE 2011-2020.
A proposta do novo Plano Nacional de Educação – PNE 2011-2020, Projeto de Lei nº 8.035/10, em tramitação na Câmara dos Deputados ("http://www.camara.gov.br/sileg/integras/831421.pdf"). Trata-se da expressão de uma política de Estado que garanta a continuidade da execução e da avaliação de suas metas frente às alternâncias governamentais e relações federativas.
O PL está na Comissão de Educação da Câmara e sua relatora é a deputada Fátima Bezerra (dep.fatimabezerra@camara.gov.br). Antes de sua aprovação, devem ser promovidas audiências públicas no Congresso Nacional, além de regionais e estaduais, ainda no 1º semestre de 2011. É fundamental a participação e mobilização social em torno dos debates.
Os educadores e educadoras ambientais, o movimento ambientalista, a sociedade civil comprometida com a educação ambiental podem participar dessas audiências públicas, além de envolver seus representantes no Congresso e contribuir para o aprimoramento do PNE.
A versão apresentada pelo MEC contendo diretrizes, metas e estratégias para a década foi balizada pela Conferência Nacional de Educação (Conae/2010), realizada na busca pela melhoria da qualidade da educação. No entanto, há um esvaziamento das questões socioambientais e de sustentabilidade, pois a diretriz “promoção da sustentabilidade socioambiental”, precisa ser qualificada e adquirir concretude, por meio de estratégias para a consecução das metas previstas.
Para tal, sugerimos o acréscimo de algumas estratégias:
Na meta 6
Nova estratégia - Incentivar as escolas a tornarem-se espaços educadores sustentáveis, caracterizados por prédios de reduzido impacto ambiental e pela inserção da sustentabilidade socioambiental na gestão, na organização curricular, na formação de professores e nos materiais didáticos.
Na meta 7
Nova estratégia - Assegurar a inserção curricular da educação ambiental com foco na sustentabilidade socioambiental e o trato desse campo de conhecimento como uma prática educativa integrada, contínua e permanente, nos termos da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, a partir de uma visão sistêmica e por meio de ações, projetos e programas que promovam junto a comunidade escolarcolet a implementação de espaços educadores sustentáveis.
Na meta 16 -
Nova estratégia - Garantir a oferta da educação ambiental como disciplina ou atividade curricular obrigatória, nos termos do art. 10 da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, de forma a promover o enfrentamento dos desafios socioambientais contemporâneos.
O acréscimo das estratégias acima, bem como de outras que eventualmente surjam dos debates em torno do novo PNE, poderá contribuir fortemente para darmos um salto de qualidade rumo a uma educação ambiental contemporânea e à promoção de escolas sustentáveis.
Fiquem atentos para a divulgação do calendário dessas audiências e por favor, divulguem para os seus contatos.
O PL está na Comissão de Educação da Câmara e sua relatora é a deputada Fátima Bezerra (dep.fatimabezerra@camara.gov.br). Antes de sua aprovação, devem ser promovidas audiências públicas no Congresso Nacional, além de regionais e estaduais, ainda no 1º semestre de 2011. É fundamental a participação e mobilização social em torno dos debates.
Os educadores e educadoras ambientais, o movimento ambientalista, a sociedade civil comprometida com a educação ambiental podem participar dessas audiências públicas, além de envolver seus representantes no Congresso e contribuir para o aprimoramento do PNE.
A versão apresentada pelo MEC contendo diretrizes, metas e estratégias para a década foi balizada pela Conferência Nacional de Educação (Conae/2010), realizada na busca pela melhoria da qualidade da educação. No entanto, há um esvaziamento das questões socioambientais e de sustentabilidade, pois a diretriz “promoção da sustentabilidade socioambiental”, precisa ser qualificada e adquirir concretude, por meio de estratégias para a consecução das metas previstas.
Para tal, sugerimos o acréscimo de algumas estratégias:
Na meta 6
Nova estratégia - Incentivar as escolas a tornarem-se espaços educadores sustentáveis, caracterizados por prédios de reduzido impacto ambiental e pela inserção da sustentabilidade socioambiental na gestão, na organização curricular, na formação de professores e nos materiais didáticos.
Na meta 7
Nova estratégia - Assegurar a inserção curricular da educação ambiental com foco na sustentabilidade socioambiental e o trato desse campo de conhecimento como uma prática educativa integrada, contínua e permanente, nos termos da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, a partir de uma visão sistêmica e por meio de ações, projetos e programas que promovam junto a comunidade escolarcolet a implementação de espaços educadores sustentáveis.
Na meta 16 -
Nova estratégia - Garantir a oferta da educação ambiental como disciplina ou atividade curricular obrigatória, nos termos do art. 10 da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, de forma a promover o enfrentamento dos desafios socioambientais contemporâneos.
O acréscimo das estratégias acima, bem como de outras que eventualmente surjam dos debates em torno do novo PNE, poderá contribuir fortemente para darmos um salto de qualidade rumo a uma educação ambiental contemporânea e à promoção de escolas sustentáveis.
Fiquem atentos para a divulgação do calendário dessas audiências e por favor, divulguem para os seus contatos.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Quer ser um herói e salvar a natureza então conheça OS GUARDIÕES DA BIOSFERA e faça parte dessa turma:
Os Guardiões da Biosfera Quatro amiguinhos se aventuram pelas paisagens brasileiras em busca dos amuletos protetores da natureza
Planeta Sustentável
11/04/2008 Texto
Thays Prado Alê, Bia, Rafa e Isa vão passar uma semana na casa do avô do Alê - um velhinho cheio de invenções! É lá que eles encontram, por acaso, o Grande Livro Ecológico dos Biomas Brasileiros e acabam sendo transportados para dentro da história!
Agora, não tem outro jeito: para voltarem pra casa, eles precisam passar por todos os capítulos do livro. Em cada capítulo, devem encontrar um dos cinco amuletos que protegem a natureza, até conseguirem formar uma mandala.
Durante a viagem, essa turminha visita os ecossistemas que compõem cada um dos cinco biomas brasileiros: Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Caatinga e Floresta Amazônica. E aprendem muito sobre a vegetação, os animais e a cultura da população de cada lugar por onde passam.
Mas os quatro amiguinhos também enfrentam grandes desafios para salvar a natureza e precisam contar com a ajuda uns dos outros. De vez em quando, o avô do Alê também aparece e dá uma forcinha para eles. E tem também o Pajé, com dicas e mapas que conduzem as crianças até os guardiões dos biomas.
Ficou curioso?
Cerca de 8 milhões de crianças, de 1ª à 4ª série, assistem ao DVD com as aventuras de Alê, Bia, Rafa e Isa, na escola. Atualmente, 30 mil escolas no Brasil, entre públicas e particulares, recebem esse material. Veja se a sua escola está na lista aqui.
Se não estiver, não fique triste. Você também pode assistir às historinhas no site dos Guardiões da Biosfera e até baixar os vídeos em seu computador! Tem também um monte de "Você sabia?" com curiosidades sobre cada bioma brasileiro e até um almanaque que dá idéias super bacanas de joguinhos e outras atividades para o seu professor desenvolver com os alunos na sala de aula.
Além de se divertir, você vai aprender muito sobre a natureza brasileira com esses quatro garotos pra lá de especiais!
Até agora, eles já passaram pela Mata Atlântica, pelo Pantanal e pelo Cerrado. No ano que vem, é a vez de conhecerem a Caatinga e, por fim, a Floresta Amazônica.
Esse é um projeto desenvolvido pela Enjoy Arts, produzido pela Magma Cultural e patrocinado pela International Paper, com incentivo da Lei Rouanet, do Governo Federal.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/
Agora, não tem outro jeito: para voltarem pra casa, eles precisam passar por todos os capítulos do livro. Em cada capítulo, devem encontrar um dos cinco amuletos que protegem a natureza, até conseguirem formar uma mandala.
Durante a viagem, essa turminha visita os ecossistemas que compõem cada um dos cinco biomas brasileiros: Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Caatinga e Floresta Amazônica. E aprendem muito sobre a vegetação, os animais e a cultura da população de cada lugar por onde passam.
Mas os quatro amiguinhos também enfrentam grandes desafios para salvar a natureza e precisam contar com a ajuda uns dos outros. De vez em quando, o avô do Alê também aparece e dá uma forcinha para eles. E tem também o Pajé, com dicas e mapas que conduzem as crianças até os guardiões dos biomas.
Ficou curioso?
Cerca de 8 milhões de crianças, de 1ª à 4ª série, assistem ao DVD com as aventuras de Alê, Bia, Rafa e Isa, na escola. Atualmente, 30 mil escolas no Brasil, entre públicas e particulares, recebem esse material. Veja se a sua escola está na lista aqui.
Se não estiver, não fique triste. Você também pode assistir às historinhas no site dos Guardiões da Biosfera e até baixar os vídeos em seu computador! Tem também um monte de "Você sabia?" com curiosidades sobre cada bioma brasileiro e até um almanaque que dá idéias super bacanas de joguinhos e outras atividades para o seu professor desenvolver com os alunos na sala de aula.
Além de se divertir, você vai aprender muito sobre a natureza brasileira com esses quatro garotos pra lá de especiais!
Até agora, eles já passaram pela Mata Atlântica, pelo Pantanal e pelo Cerrado. No ano que vem, é a vez de conhecerem a Caatinga e, por fim, a Floresta Amazônica.
Esse é um projeto desenvolvido pela Enjoy Arts, produzido pela Magma Cultural e patrocinado pela International Paper, com incentivo da Lei Rouanet, do Governo Federal.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Marketing público: orçamento de R$ 622 milhões
| 26/01/2011 Governo tem R$ 622 milhões para publicidade neste ano |
| Amanda Costa Do Contas Abertas |
Maior anunciante do país, o governo federal tem à disposição R$ 622,8 milhões para aplicar em publicidade neste ano. Deste valor, o equivalente a R$ 210,3 milhões referem-se a anúncios diretamente vinculados à Presidência da República, que tem o maior orçamento entre todas as pastas dos Três Poderes. Ao todo, 54 órgãos têm orçamento para anúncios neste ano. Na prática, é como se cada um dos 190,7 milhões de brasileiros tivessem que pagar R$ 3,27 para serem informados sobre os atos públicos. Na presidência, cerca de R$ 300 mil da verba publicitária que deve ser investida na imagem do próprio governo, foram obtidos por meio de emendas durante a tramitação da peça orçamentária no Congresso Nacional. A única outra pasta que teve a verba midiática ampliada por parlamentares foi o Ministério do Turismo, que recebeu créditos de R$ 1,7 milhão, passando a ter orçamento final de R$ 6,7 milhões. Por outro lado, tiveram as verbas publicitárias cortadas, durante a tramitação do orçamento no Congresso, o Ministério da Agricultura, que perdeu R$ 7 milhões, o Ministério do Transportes, com R$ 5 milhões a menos, o Ministério da Pesca e Aquicultura, com R$ 2 milhões diminuídos, e o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito, que perdeu R$ 4 milhões (veja aqui todo o orçamento publicitário). |
Mas, após a Presidência, o Fundo Nacional de Saúde (FNS), com R$ 139,2 milhões, é o dono da maior verba para campanhas na mídia neste ano. No ano passado, a peça orçamentária previa R$ 120,2 milhões para a divulgação das atividades do órgão. O Ministério do Esporte aparece em terceiro lugar, com dotação publicitária estimada em R$ 44,2 milhões, um salto de 608% em relação à verba aprovada no ano passado, de apenas R$ 6,2 milhões.
Na contabilidade, estão incluídos os valores previstos para despesas com propagandas de utilidade pública e campanhas institucionais. A diferença entre os dois meios de propaganda está nos fins almejados. Enquanto a publicidade de utilidade pública prevê informar, orientar, prevenir ou alertar a população para que adote um comportamento específico, visando benefícios sociais, a publicidade institucional se limita a divulgar informações sobre atos, obras, programas, metas e resultados do órgão público. Não faz parte do levantamento a previsão de despesas com publicidade das estatais e sociedades de economia mista, como Petrobras e Banco do Brasil.
Mais de R$ 1,7 milhão por dia em 2010
No ano passado, a administração direta federal gastou quase R$ 650 milhões com campanhas midiáticas, mais de R$ 1,7 milhão por dia em publicidade governamental. A presidência foi a responsável pelo maior montante, cerca de R$ 199,3 milhões pagos. Em seguida, aparecem o Fundo Nacional de Saúde, com R$ 131,3 milhões liberados, e o Fundo Nacional de Segurança e Educação no Transito, com R$ 126 milhões aplicados (veja tabela).
Treze órgãos mantiveram intactas as suas verbas, sem utilizar nenhum centavo. Entre eles, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (R$ 2,4 milhões), o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (R$ 10 milhões), o Ministério do Meio Ambiente (R$ 200,1 mil) e o Serviço Florestal Brasileiro (R$ 10 mil).
Débitos de Lula
Apenas no último dia 5, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República liberou R$ 14,4 milhões para quitar débitos referentes à publicidade governamental ainda da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os recursos foram divididos quase igualitariamente entre as três agências que detém a conta da Presidência, administrada em conjunto pela Matisse, 141 Soho Square e Propeg. Assim, cada uma recebeu praticamente R$ 4,8 milhões (veja o documento).
O trio publicitário presta serviços para a Secom desde 2008, mas os contratos podem ser revistos neste ano pela presidente Dilma Rousseff, já que a vigência dos três encerra-se em março. Caso Dilma opte por renovar os contratos, a prorrogação máxima permitida será até março de 2013.
A assessoria de imprensa da Secom informou que não é possível relacionar as atividades desenvolvidas pelas agências ao pagamento efetuado no último dia 5. Mas garantiu que o pagamento se refere a vários serviços executados ainda pelo governo anterior.
Fonte: Contas Abertas
Fonte: Contas Abertas
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